O II ENCONTRO NACIONAL DE ARTE ESPÍRITA acontecerá em São Paulo, na Escola Estadual D. Pedro I, à Rua Américo Gomes da Costa, 59, Vila Americana, Distrito São Miguel Paulista. O evento se inicia oficialmente na quinta-feira, dia 26 de maio, às 13h30, e termina no sábado, 28 de maio à noite. Tem por tema central "Meus artistas serão reconhecidos por muito se amarem". Simultaneamente à programação do Enarte acontecem o 13º Fórum Nacional de Arte Espírita e a 3ª Mostra Nacional de Dança Espírita.

A cidade de São Paulo recebeu, nesse feriado de Corpus Christi, cerca de 450 artistas espíritas de 17 unidades da Federação, por ocasião do 2º Encontro Nacional de Arte Espírita (Enarte 2016), promovido pela Abrarte. Trabalhadores espíritas ligados a música, teatro, dança, literatura, audiovisual, evangelização, entre outros, provenientes de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Pará, Amapá, Goiás, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul encontraram-se durante três dias na Escola Estadual Dom Pedro I, no bairro de São Miguel Paulista.

Aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de setembro de 2015, em Macapá, a 1a Mostra Abrarte Norte de Arte Espírita. Promovido pela Associação Brasileira de Artistas Espíritas, com o apoio da Federação Espírita do Amapá (FEAP) e da União Espírita Paraense (UEP), o evento foi fruto da parceria com várias entidades, como o Grupo Espírita Missionários da Luz e o Centro Espírita Frei Evangelista, de Macapá, e a Mocidade Espírita Legião do Bem (MELB), de Belém. Marcada por momentos de grandes emoções, fraternidade e arte de qualidade, a Mostra Norte, apesar do seu caráter regional, contou com 152 participantes, não apenas dos Estados do Amapá e Pará, como também do Rio Grande do Norte, Goiás, Espírito Santo e Paraná.

Árvore da Vida

O encontro iniciou na manhã ensolarada do dia 5, na sede do Movimento Focolares, com o credenciamento e recepção dos artistas espíritas participantes, contemplados com um delicioso café da manhã, já que muitos chegaram durante a madrugada de sexta para sábado em função dos horários de voos e dos navios no trecho Belém-Macapá. Estavam presentes à abertura do evento a presidente da Federação Espírita do Amapá, Ana Coeli Dias Araújo, e o representante da Diretoria Executiva da União Espírita Paraense, Paulo Rabelo. Após o cerimonial, o associado Rudá Magalhães (AP) apresentou canções de sua autoria, acompanhado por sua família de artistas. As atividades da manhã se completaram com uma sensibilização preparada pela equipe local, intitulada árvore da vida, em que os participantes foram levados à reflexão sobre a necessidade do trabalho no bem, ao som da canção Abra a Arte, de autoria dos associados Paulo Rowlands (SP) e Maurício Keller (GO), em interpretação previamente gravada pelo associado Aldo Moletevicz (PR).

A finalização deste momento deu-se em torno de uma árvore, presente no local, que foi recheada de borboletas em seus galhos, onde os participantes colheram esses frutos e fixaram a borboleta em suas camisas.

Durante o horário do almoço foram realizadas duas atividades opcionais: o canto do canto, onde os interessados compartilharam canções espíritas cantando e tocando cada um seu instrumento, e omomento poesia em ação, em que os participantes tiveram contato com poesias de diferentes temáticas experimentando a declamação e a composição.

A programação da tarde iniciou com apresentação do Grupo Amas (AP) que, com composições próprias mesclando teatro e música, emocionou a muitos com suas reflexões sobre a capacidade da arte em transformar nossos destinos. Seguiu-se a esta apresentação um instante de reflexão doutrinária realizada pela associada Denize de Lucena (PR), que abordou a temática Artista: Missionário Divino. Logo após, o Coral Canto e Luz (AP) realizou pequena intervenção com algumas de suas canções.

 

À noite, no Teatro das Bacabeiras, no centro da cidade, um público de 650 pessoas pôde contemplar a exposição de quadros da artista plástica Jô Benevides (PA) com obras preparadas especialmente para o evento, e ainda a banca de livros do projeto Arte Espírita: eu apoio, coordenado pela associada Ediane Sousa (ES), oferecendo ao público interno e externo uma variedade de CDs, DVDs e livros de artistas espíritas de diversas regiões do país. Pelo palco do tradicional teatro passaram o Grupo Musical Sol da Vida (PA), que apresentou músicas do seu CD recentemente gravado; a Cia. de Dança Isadora Duncan (AP), com trechos do espetáculo A porta falsa, baseado no livro Memórias de um suicida; o curta metragem Agora, já foi, produzido pela Federação Espírita do Amapá, com temática em defesa da vida; o projeto Lúcia Esperança, produzido pela Mocidade Espírita Legião do Bem (PA), com as coreografias Súplica a Jesus, Evangelho de Luz e Ave Maria; e a Cia. de Dança Passos de Luz (AP), com as coreografias Apenas amar e Prece. Durante a noite também foi realizado o lançamento dos livros da Abrarte Dançando com a alma - Diálogos sobre a Dança Espírita, Arte na Casa Espírita – Planejamento e prática e Circulo de Estudos – Arte e Espiritismo.

Finda as apresentações, os participantes retornaram à sede do Focolares, onde foi realizado um instante de meditação em torno das palavras do evangelho.

Apresentações e debates No domingo, pela manhã, as atividades se realizaram na Universidade Federal do Amapá (Unifap), parceira do evento. Inicialmente, no anfiteatro da instituição, apresentaram-se o Grupo de Teatro Mensageiros (AP), com a peça Chapeuzinho e a Grande Lição, e o Grupo de Teatro Persona (RN), com a peça de teatro de bonecos Chiquinho e Lampião Chuva de Fluidos. Entre as duas apresentações, Edmundo Cezar fez breve explanação sobre o que é a Abrarte, seus objetivos e atividades, respondendo as perguntas da plenária.

Em seguida, os participantes dividiram-se por centros de interesses, onde puderam debater e colher material para aprimoramento do seu próprio fazer artístico espírita. Foram desenvolvidos os seguintes temas: o Audiovisual na Casa Espírita, ministrado por Lucas de Pádua (GO); A Dança como atividade de promoção e assistência social na casa espírita, por Marize Azeredo e Lucinha Azeredo (PA) e Liliane Ataíde (AP); Teatro, instrumento de progresso espiritual, por Edmundo Cezar (PR); e Referências espíritas para o uso da música, com Paulo Rabelo e Renata Almeida (PA).

O período da tarde iniciou com a realização de uma mesa redonda, em que cada painelista teve 15 minutos de exposição, seguido de espaço para a plateia formular perguntas e comentários. O debate teve a mediação de Lucas de Pádua (GO) e a participação de Jô Benevides (PA), que falou sobre o Projeto Inspirarte – ação que utiliza a artes visuais no processo de evangelização de jovens -; Lídia Carneiro (PA), que discorreu sobre o Projeto Educarte – projeto social que utiliza a música como ferramenta de abordagem e reflexão doutrinária; e Edmundo Cezar (PR), que apresentou a visão da Abrarte sobre a utilização da arte na evangelização. Paralelamente a esta atividade, os mais jovens participaram de uma abordagem lúdica doutrinária com Tomé Azevedo (AP). Em seguida, houve a participação do Grupo Zimba de Dança Afro (AP), parceiro na realização do evento.

À noite artística, no anfiteatro da Unifap, um público de 250 espectadores assistiu às seguintes apresentações: Coral Canto e Luz (AP), com canções de seu repertório, Projeto Lúcia Esperança (PA), com as coreografias: Jesus de Nazaré, Filho de Deus e Séquito da Caridade (texto de Leopoldo Machado), Cia. Espírita de Dança Passos de Luz (AP), com as coreografias Cândido Xavier e É Preciso Continuar, Grupo Musical Trio D’alma (PA), e os grupos musicais Arte e Som e Semeadores Galileus (PA), com repertório conjunto das duas bandas.

O último dia do encontro iniciou com palavras da presidente da FEAP, Ana Coeli, que agradeceu a Abrarte a confiança na equipe de organizadores da assessoria de artes da federativa, estabelecendo compromisso de que a Abrarte é bem vinda em solo macapense. A cantora Aline Vasconcelos, do Grupo Sol da Vida (PA) desenvolveu atividade de sensibilização intitulada A arte vive em mim, seguida de Renata Almeida (PA), que interpretou canções do projeto Em Frente, que engrandeceu a alma dos presentes. Como sensibilização final, a equipe local surpreendeu a todos com um cortejo ao som de canções no ritmo do marabaixo, preparando para os instantes finais do evento. Após esse clima de alegria, bem estar, fortalecimento de ideal e presença espiritual, a 1a Mostra Abrarte Norte de Arte Espírita, em referência ao dia da Pátria, finalizou suas atividades com todos os participantes cantando o Hino Nacional Brasileiro.

 

Mostra Abrarte Norte - Macapá 2015-275

 

O evento atingiu plenamente seus objetivos. Clima de fraternidade e sintonia com a espiritualidade se estabeleceu propiciando energias de fortalecimento da alma a quem teve o prazer do momento histórico de participar de um evento desta natureza artística na região amazônica.

Imprensa cobre o evento A imprensa da capital amapaense fez intensa cobertura da 1a Mostra Abrarte Norte de Arte Espírita. Durante o encontro, equipes das TVs Globo e Record locais colheram imagens e realizaram entrevistas com Edmundo Cezar (presidente da Abrarte), Denize de Lucena (conselho doutrinário), Maíra Magalhães (coordenadora da Mostra), Luiza Melo (Grupo Amas), além de representantes da cidade de Laranjal do Jarí do Amapá. Antes do evento, na sexta-feira, Edmundo participou de entrevistas em diversos programas de rádio e televisão: Rede Band, Rede Globo, Rede Record, Rádio 102 FM, Rádio Difusora AM, Rádio Diário do Amapá e Rádio Tucuju.